Condomínio “vivo”, a evolução dentro da nossa casa

Chegar em casa após um dia cansativo de trabalho, trocar de roupa, colocar os chinelos, ler o jornal com tranquilidade, jantar com a família reunida, assistir ao noticiário na TV e, logo após, ir se deitar já com o sono batendo a porta… Até bem pouco tempo, ou algumas poucas décadas atrás, essa era sem dúvida a rotina da grande maioria dos lares brasileiros nos centros urbanos. Muitos moravam em casas, e os condomínios que surgiam eram meramente para se habitar: onde os moradores ficavam dentro da residência, pois não existiam áreas comuns com infraestrutura e opções de lazer com mais atividades.

Eu diria que nosso dia a dia parecia ser vivido por momentos estanques, onde cada assunto surgia em um determinado horário, dependendo do local onde estivéssemos. Por exemplo, temas ligados ao lado profissional, de trabalho, eram discutidos durante o horário de expediente e no escritório. Já os de família eram analisados quando chegávamos em casa. Não é nostalgia, mas a sensação era de uma vida menos corrida.

Essa realidade mudou. Hoje, tudo interage com a gente a qualquer hora do dia e da noite. Já despertamos pela manhã e procuramos nosso smartphone para ler as notícias on-line e acessar as redes sociais visando “espionar” o que nossos amigos estão fazendo, no melhor estilo Big Brother… ou até mesmo para verificar se a publicação postada fez muito sucesso. Hoje, nós nos alimentamos em trânsito, a caminho do nosso compromisso, e já respondendo e-mails e grupos de whatsApp. Essa é a dinâmica contemporânea que se apresenta e nos influencia, modificando nossos hábitos dentro das nossas casas.

Nos condomínios não é diferente. Observamos um movimento de evolução e adaptação, seguindo a velha e tradicional lei de Charles Darwin – os mais bem adaptados ao meio sobrevivem! Claro que essa teoria, umas das mais celebres já estabelecidas, aplica-se aos seres vivos que, através de gerações e gerações e muita seleção natural, chegaram até aqui, inclusive nós. Contudo, é oportuno realizarmos uma correlação para o setor de habitação.

Enxergamos hoje um mundo cada vez mais preocupado em otimizar recursos, evitar desperdícios e retrabalhos. Temos acesso a centenas e milhares de informações em um tempo tão rápido que nos cobramos acertar logo de primeira. Dentro dos condomínios, o sentimento é de alinhamento com esse foco, desde as novas construções às mais antigas. O tema sustentabilidade vem surgindo com muita força.

Na questão de economia de água, temos alguns exemplos, como implantação de um sistema de coleta de água de chuva para utilização em áreas comuns, medição individualizada do consumo em cada unidade, colocação de válvulas e troca de vasos sanitários. Uma outra frente é a questão do lixo. Temos observado um trabalho muito interessante na administração dos resíduos gerados pelos moradores, em que se estabelece uma conscientização sobre a importância de uma coleta seletiva e da reciclagem. Condomínios disponibilizam lixeiras coloridas e incentivam a participação de todos. Além disso, construtores e arquitetos já projetam áreas especificamente para esse destino.

Com a crescente complexidade de locomoção nas cidades, busca-se cada vez mais o transporte alternativo. Uma boa opção é a utilização de bicicletas, principalmente com a pavimentação de ciclovias, incentivos de prefeituras e colocação de “estações de bicicletas”, onde é possível alugar uma e devolvê-la em seu destino final. O tradicional bicicletário dos condomínios, que era mal aproveitado e ficava localizado em um canto do edifício, hoje já é área nobre nas partes comuns, até sendo equipado com tomadas de energia para carregamento das baterias das bicicletas elétricas, que estão se popularizando pela cidade.

Essa adaptação passa também por conceitos como compartilhamento e “colaborativismo”. A utilização de redes sociais para melhorar a comunicação é hoje uma realidade em muitos condomínios, especialmente com muitas unidades. É comum síndicos alertarem os condôminos sobre situações cotidianas, lembrar sobre reuniões, mudanças de rotinas e gerar grupos de discussões entre os próprios moradores, ampliando a participação. Às vezes, ocorre um grande balcão de negócios, com troca de produtos e serviços. Em se falando de tecnologia, já encontramos hoje portarias virtuais atendendo com eficiência a rotina dos edifícios, onde todo o monitoramento e interação com visitantes e fornecedores acontece de forma remota, sem comprometer a qualidade da segurança e a funcionalidade das rotinas, proporcionando economia de custos no orçamento.

Podemos citar tendências e fazer projeções para o futuro, muita novidade estar por vir. Nossa vida é dinâmica, e o ser humano visa sempre evoluir, adaptar-se e sobreviver! Nossa casa é reflexo disso. Devemos, portanto, agir com flexibilidade e nos prepararmos para as mudanças, pois, como diria Heráclito, a única coisa que não muda é que tudo muda.

Fonte: Ademi

Fazem toda a diferença

Na hora de comprar ou alugar um imóvel, é preciso levar em consideração uma série de fatores, como localização e tipologia. Mas muita gente se esquece das áreas comuns do condomínio, como playground, quadra, churrasqueira, jardim, salão de festas, brinquedoteca e piscina. Esses atrativos também são importantes em uma negociação e podem fazer a diferença no momento de fechar negócio, pela quantidade de itens que o empreendimento oferece e pelo estado de conservação dos espaços.

Segundo Alexandre Pellicione, diretor comercial da Local Negócios Imobiliários, o percentual de valorização depende da região escolhida. “No caso da compra do imóvel, na Barra da Tijuca, essa valorização pode chegar a 15%, pois todos os condomínios oferecem uma grande infraestrutura. Já na Zona Norte, região ainda com poucas ofertas com esse perfil, se comparada com a Barra, a valorização do bem pode ser ainda maior”, explica Pellicione.

E manter esses espaços em pleno funcionamento nem sempre é uma tarefa simples. É preciso contar com a colaboração dos moradores e ter um síndico qualificado para identificar melhorias, como manutenção de equipamentos e brinquedos. Essas benfeitorias são os principais gastos de um condomínio e cabe ao síndico ter conhecimentos e habilidades para não estourar o orçamento. “O futuro comprador pode desistir de um negócio por não gostar da área comum, principalmente pela falta de manutenção ou pela ausência de um planejamento profissional. É de extrema importância manter o patrimônio como um todo organizado, para que tenha valor agregado”, destaca Eli Silveira, síndico profissional e diretor da Inovathi.

A nova Marina

Os tapumes que encobrem a linda paisagem da Marina da Glória e tapam totalmente a vista do mar em alguns trechos vão começar a ser retirados no mês que vem. A data limite para a abertura do promenade junto à orla, em uma ligação direta com o Aeroporto Santos Dumont, é dia 6 de janeiro. A previsão é que em fevereiro os restaurantes comecem a funcionar.
A Marina ganhará, com a reforma, seu primeiro restaurante a quilo, o NaMarina. A ideia é resgatar o projeto original de Lota de Macedo Soares, que previa um restaurante mais popular, digamos assim, no Parque do Flamengo.
Fonte: O Globo, Gente Boa, 04/nov