Cabral Garcia leva novo conceito para Caxias

A Cabral Garcia aposta no conceito dos condomínios-clube e lança, no bairro mais nobre de Duque de Caxias, o seu primeiro residencial: o Alto Caxias Clube Residencial.

Após seis anos sem lançamento na cidade, o Jardim 25 de Agosto receberá um empreendimento com cinco mil metros quadrados de área de lazer, que vai dispor de mais de dez itens, entre eles: piscinas adulto e infantil, quadra poliesportiva, espaço fitness, brinquedoteca, espaço infantil, Lan House, espaço Maraca, salão gourmet, churrasqueira com forno de pizza e car wash.

O empreendimento terá quatro blocos com 336 unidades de apartamentos tipo e coberturas dúplex de 2 e 3 quartos com suíte. Os apartamentos tipo variam de 61,62 a 71,86m². Já as coberturas dúplex têm entre 114,62 e 133,28m². Todas as vagas do empreendimento serão cobertas.

Fonte: Jornal do Commercio

Construções de alto padrão, segmento que cresce no Rio

Nas principais regiões metropolitanas do Brasil, 17 milhões de trabalhadores demoram em média quase duas horas todos os dias para fazer o trajeto casa-trabalho-casa. E não é só tempo de vida que esses profissionais perdem ao passar horas a fio em engarrafamentos. As longas viagens percorridas diariamente também deixam mais distantes as boas oportunidades de carreira e possibilidades de angariar promoções dentro das empresas.

O tempo de deslocamento que o candidato leva até o trabalho é um fator hoje observado com atenção pelos recrutadores no processo seletivo para uma vaga de emprego. Não é determinante para a escolha do funcionário, mas é levado em conta pelas empresas que preferem não correr o risco de contratar alguém que possa apresentar queda de produtividade a médio e longo prazos. Estudos apontam que o profissional que gasta entre 30 e 60 minutos para ir ao trabalho perde 2,5% em rendimento. Se o tempo ultrapassa uma hora, a queda é de 5%.

O próprio candidato, muitas vezes, já entra derrotado no processo seletivo por morar longe da sede da empresa, o que pode comprometer sua performance numa eventual avaliação, alerta Roberto Madruga, CEO da consultoria de RH ConQuist. Quando supera esta dificuldade e é selecionado, o jeito é adaptar-se à pesada rotina e dobrar sua capacidade de organização e planejamento.

– A vontade de vencer, aliada a uma política efetiva de RH nas empresas, é de longe a melhor forma para driblar os problemas de deslocamento nas grandes cidades brasileiras, que não têm perspectivas de solução – afirma.

Mas planejamento é uma palavra difícil de entrar no vocabulário dos profissionais que enfrentam engarrafamentos diariamente. Muitos preferem estender o horário de trabalho para evitar o trânsito e acabam permanecendo na empresa além do tempo previsto, mesmo quando não há volume de trabalho que justifique isso – o que atrapalha a qualidade de vida, o convívio em família e as atividades de lazer.

DESGASTE EMOCIONAL

Por outro lado, há exemplos de funcionários que preferem sair um pouco mais cedo, o que pode causar prejuízos na avaliação do chefe e na imagem pessoal junto à equipe, fatores imprescindíveis para o desenvolvimento da carreira. Aqueles que adotam essa postura, não raro, vivem em conflito interno e sofrem um intenso desgaste emocional.

A angústia diária causada pela sensação de atraso gera irritação e mau humor, o que a médio prazo prejudica a trajetória do profissional, analisa Margareth Columa, diretora da consultoria LHH.

– Quando surge a chance de promoção para um cargo que exija tranquilidade, presença e pontualidade, aqueles que têm dificuldades no deslocamento podem ser descartados mais facilmente – explica.

As horas perdidas no congestionamento podem ser aproveitadas de forma produtiva, na opinião de Elaine Tavares, coordenadora do Centro de Estudos em Cidades Inteligentes do Coppead/UFRJ. Ela sugere aproveitar o tempo para se organizar, fazer pequenas reuniões por telefone ou estudar.

– Muitos executivos usam o tempo de deslocamento para fazer reuniões que já aconteceriam à distância, por conference call ou por telefone. Para quem não está dirigindo, o tempo perdido no trânsito pode ser um bom momento para ler, ouvir áudios e assistir a vídeos de qualificação profissional. Não é apenas a compra e venda de moradias milionárias que movimenta o mercado imobiliário no Rio. As construtoras desse segmento também mantêm o ritmo e investem em novos empreendimentos. E, para conquistar esses clientes, elas apostam em uma localização certeira, prédios com poucas unidades e mimos – que vão desde uma arquitetura rebuscada a serviços, como motorista para transportar moradores à noite. Quando se fala em residências de valores tão altos, os “pormenores” se tornam a cereja do bolo. Ou melhor, o crème de la crème.

Diante dos raríssimos terrenos na Zona Sul, principalmente nas ruas mais desejadas, é comum se pensar que qualquer espaço é uma mina de ouro. Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado de Imóveis do Rio (ADEMI-RJ), entretanto, explica que não é bem assim. Como geralmente esses empreendimentos têm poucas unidades e valores bem altos, é preciso avaliar o risco de investimento, para saber com precisão o que vale ou não ser erguido.

– As construtoras fazem um estudo de viabilidade, em que são considerados o preço do terreno e o custo da construção. Esse resultado, diante do possível valor de venda no mercado, é que vai mostrar se vale a pena ou não seguir adiante – pontua Hermolin.

Dessa forma, o que se tem visto são lançamentos com menos unidades e mais pompa. A construtora Concal, por exemplo, lança, até o fim do ano, um empreendimento no Leblon de apenas cinco unidades, sendo uma por andar. Os apartamentos têm 150 m², e a cobertura dúplex, 300 m². A fachada é toda de vidro.

– No Rio ainda há espaço para empreendimentos de alto luxo, principalmente quando lançados na Zona Sul. Investimos em poucas unidades, de grandes metragens, com uma arquitetura diferenciada e boa localização – afirma Rodrigo Conde Caldas vice-presidente da Concal.

Outra empresa focada no público de alto luxo é a PDG, que está construindo um residencial no Arpoador. Serão apartamentos de duas suítes e coberturas duplex, com metragens de até 207 m ² . Entre os agrados, jardins verticais com cursos d’água na área da piscina, sala de massagem e lounge estilizado, além da possibilidade de o morador personalizar seu imóvel, com acabamentos mais sofisticados.

Já a RJZ Cyrela aposta em um residencial de quatro torres, na Barra, com apartamentos de quatro a seis suítes, e metragens entre 266 m² e 648 m², além de coberturas lineares que chegam a 1.308m ² . Outro recurso da empresa é oferecer serviços de motorista para os moradores à noite, e uma tecnologia avançada, que, entre outras regalias, permite automação dentro das unidades. As fachadas desses edifícios serão revestidas de mármore e vidro.

– As exigências do consumidor de alto padrão vão além do acabamento e de ambientes espaçosos. O comprador do segmento procura também tranquilidade, conforto e qualidade de vida, aliados à segurança e à praticidade – conclui Rogério Jonas Zylbersztajn, vice- presidente da RJZ Cyrela.